RESUMO:
O câncer do colo do útero é a segunda neoplasia mais freqüente entre as
mulheres no Brasil, afetando aproximadamente 21 mil mulheres por ano,
sendo a terceira causa de morte entre as neoplasias. O rastreamento
através do exame preventivo anual em mulheres entre 20 e 64 anos reduz a
incidência do câncer cervical sintomático em 93%. Tal procedimento é o
responsável pelo diagnóstico precoce e, consequentemente, melhor
prognóstico após tratamento menos agressivo.
O objetivo do nosso trabalho, a partir destas
informações, é comparar a população da cidade de Petrópolis RJ com a do
resto do País, quanto à influência do grau de escolaridade e idade, em
relação à realização do exame preventivo do câncer do colo de útero.
Utilizamos um questionário avaliando o estilo de
vida que foi respondido de forma cursiva e objetiva por 972 pessoas da
população geral do município de Petrópolis RJ. Desta amostra foram
elegíveis e avaliados os questionários respondidos por 598 mulheres.
Os resultados obtidos diferem da população
brasileira em geral, mostrando que não houve relação entre o maior grau de
escolaridade e a realização do exame preventivo do câncer do colo do
útero.
INTRODUÇÃO:
O presente trabalho trata-se de um estudo sobre grau de escolaridade e
prevenção do câncer do colo do útero na cidade de Petrópolis RJ, no ano de
2005. De acordo com Rezende (1989), sabemos que a educação e informação em
saúde constituem processo eficiente entre as ações preventivas, pois é um
instrumento de transformação social que visa mudanças de comportamento e
reformulação de hábitos.
O câncer do colo do útero é a segunda neoplasia
mais freqüente e a terceira causa de morte feminina no país (INCA 2006). A
sua prevenção se baseia principalmente no rastreamento e detecção precoce
através do exame colpocitológico, que é recomendado por organizações
nacionais e internacionais de saúde, para as mulheres que já tenham
iniciado a atividade sexual (Amorin et al, 2006).
OBJETIVOS:
Avaliar as relações e influências entre idade, escolaridade e realização
do exame colpocitológico preventivo para o câncer do colo uterino.
MATERIAL E MÉTODO:
O estudo foi realizado no município de Petrópolis RJ, no Dia Nacional de
Combate ao Câncer, em 27 de novembro de 2005, com amostra de 972 pessoas
da população em geral, as quais respondiam espontaneamente a questionário
fechado, com perguntas relacionadas à área social, cultural e de saúde,
para avaliação do estilo de vida, sendo respondido de forma cursiva e
objetiva.
As respostas foram tabeladas e relacionadas com a
idade, escolaridade e realização anual de exame preventivo.
RESULTADOS:
Foram entrevistadas 972 pessoas por meio de questionário no município de
Petrópolis-RJ, destes 374 (38%) eram homens e 598 (62%) mulheres. Da
amostra feminina, que foi nosso objeto de estudo, 442 (74%) realizam o
exame preventivo anual e 156 (26%) não realizam. A faixa etária variou de
15 83 anos de idade mostrando que. Das 598 mulheres entrevistadas:
236 cursaram o ensino fundamental que corresponde a 39,5% da amostra,
onde 158 mulheres (36%) realizam o exame preventivo anual;
232 cursaram o ensino médio que correspondem a 38.8%, onde 177 (40%)
realizam exame preventivo anual;
130 cursaram o ensino superior que correspondem a 21.7%, onde 105 (24%)
realizam exame preventivo anual.
Foi verificado que o maior percentual de mulheres que realizam o exame
anual apresentam idade entre 20-39 anos (43% da amostra), que coincide com
o estudo de Medeiros, et al. (2006). Nesta faixa etária, fazem o exame
preventivo anual.
74,5% das mulheres entre 20-29 anos;
88,8% das mulheres entre 30-39 anos;
Foi observado que entre 20 e 69 anos independente do grau de escolaridade,
mais de 60% das mulheres avaliadas realizam o exame preventivo anual
Os resultados descritos podem ser avaliados na tabela 1 e gráficos 1, 2 e
3.
CONCLUSÃO
Pode-se concluir que a maioria das mulheres avaliadas realizam com
freqüência anual o exame preventivo independente do seu grau de
escolaridade.
Podendo refletir resultados positivos de campanhas educativas e
informativas disseminadas pela mídia geral e orientadas pelo Ministério da
Saúde, além de projetos preventivos de âmbito municipal e estadual.
Programamos para o próximo Dia Nacional do Combate ao Câncer 2006, uma
nova avaliação com a população petropolitana, onde os dados serão cruzados
com o presente trabalho e apresentado posteriormente
AGRADECIMENTOS:
Aos médicos do Centro de Terapia Oncológica
Aos funcionários do Centro de Terapia Oncológica.
Luiza de Marilac Pereira Duarte, chefe do faturamento do Centro de
Terapia Oncológica, pela sua dedicação e paciência.
À Associação Petropolitana dos Pacientes Oncológicos (APPO) e seus
voluntários
Eraldo Silva Lima Analista de sistema.
Sem a ajuda dos quais esse trabalho não poderia
ter sido realizado.