Em 17 de setembro de 2011 ocorreu no Centro de
Terapia Oncológica um encontro entre diversos especialistas da área de
saúde, da cidade e de regiões vizinhas, para discussão sobre atualidades no
tratamento do câncer de próstata.
No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais
comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em
valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em
homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Para o ano de 2011
é esperado 52.350 novos casos e 11.955 mortes por esta doença.
As discussões foram mediadas pelo Prof. Dr. Mauro
Sérgio Vieira de Melo, oncologista do CTO Petrópolis e CTO Três Rios que
relatou a dificuldade da escolha entre os tratamentos atuais para esse tipo
de câncer.
Contamos com a presença do Prof. Dr. Fernando
Vaz, chefe do serviço de urologia do HSE que iniciou a apresentação,
abordando temas cirúrgicos do tratamento da próstata. Expôs os tipos mais
freqüentes dos tumores de próstata que podem se comportar como lebres (muito
rápidos), tartarugas (muito lentos) havendo também os de comportamento
intermediário. Vários são os parâmetros para a classificação do
comportamento tumoral e assim a escolha do tratamento mais adequado para
cada caso: cirurgia radical, radioterapia, hormônioterapia e quimioterapia.
Em seguida o Dr. Eduardo Fuks, radioterapêuta do
CTO Petrópolis apresentou as novas técnicas existentes para melhorar a
eficácia do tratamento reduzindo seus efeitos colaterais. Mostrou que
contamos no nosso serviço com ao planejamento computadorizado, conseguindo
diminuir as irradiações nos tecidos vizinhos e sadios com aumento da dose no
foco da doença. Importante resposta no combate à dor óssea devido a
metástases.
Por último, o Dr. Julio Vieira de Melo (CTO
Petrópolis e CTO Três Rios) abordou o tratamento do câncer de próstata na
visão do oncologista, mostrando as novas tendências mundiais bem como a
entrada de novas drogas para o arsenal terapêutico. Bons resultados tem sido
demonstrado com a associação de radioterapia e hormônioterapia por 6 meses
ou 3 anos, dependente da classificação de risco da doença. Drogas novas na
área da quimioterapia trazem um aumento na sobrevida dos pacientes e
especialmente na qualidade de vida nas formas incuráveis da doença. Também
mostrou que o uso de inibidores de osteólise reduz as possibilidades de
fraturas ósseas e das dores devido às metástases ósseas.
Após a programação científica ocorreu uma
confraternização entre os participantes na própria clínica, sendo servido um
churrasco.