O esôfago é um tubo músculo membranoso, longo e delgado, que comunica a garganta ao estômago. Ele permite a passagem de alimentos e líquidos até o interior do sistema digestivo, através de contrações musculares. O câncer de esôfago mais frequente é o carcinoma epidermóide escamoso, responsável por 96% dos casos.

Outro tipo de câncer de esôfago, o adenocarcinoma, vem tendo um aumento significativo principalmente em indivíduos com esôfago de Barrett, quando há crescimento anormal de células do tipo colunar para dentro do esôfago. O diagnóstico é feito através da endoscopia digestiva, de estudos citológicos e de métodos com colorações especiais (azul de toluidina e lugol) para que seja possível obter o diagnóstico precoce, fazendo com que as chances de cura atinjam 98%.

A extensão da doença é muito importante em função do prognóstico, já que esta tem uma agressividade biológica devido ao fato do esôfago não possuir serosa e, com isto, haver infiltração local das estruturas adjacentes, disseminação linfática, causando metástases hematogênicas com grande freqüência.

No Brasil, esse tipo de câncer figura entre os dez mais incidentes (6º entre os homens e 9º entre as mulheres). O paciente pode receber como formas de tratamento a cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou a combinação destes três tipos. Para os tumores iniciais pode ser indicada a ressecção endoscópia, no entanto, esse tratamento é raro. Na maioria dos casos, a cirurgia é o tratamento utilizado.

Dependendo da extensão da doença, o tratamento pode passar a ser unicamente paliativo, através de quimioterapia ou radioterapia. Nestes casos também dispõe-se de dilatações com endoscopia, colocação de próteses auto expansivas, assim como uso da braquiterapia.