Linfoma de Hodgkin ou doença de Hodgkin é uma doença descrita inicialmente por Thomas Hodgkin, do Guy Hospital de Londres em 1832. É uma forma de câncer que se origina nos gânglios do sistema linfático, um conjunto composto por órgãos, tecidos que produzem células responsáveis pela imunidade e vasos que conduzem estas células através do corpo.

Pode ocorrer em qualquer faixa etária, mas a maior incidência é em adultos jovens, entre 25 e 30 anos. A doença surge quando um linfócito (tipo de glóbulo branco) se transforma em célula maligna, capaz de crescer descontroladamente e se disseminar. A célula maligna começa a produzir nos linfonodos cópias idênticas (também chamadas de clones), que ao passar do tempo, gera o risco delas se multiplicarem para tecidos vizinhos e, se não houver tratamento, atingir outras partes do corpo. Nos últimos 50 anos, o número de casos permaneceu estável, enquanto a mortalidade foi reduzida em mais de 60% desde o início dos anos 70 devido aos avanços no tratamento. A maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin pode ser curada com tratamento adequado.

Os linfomas de Hodgkin são neoplasias de origem linfóide, nos quais caracteristicamente proliferam células neoplásicas, com variada morfologia e denominadas Reed-Sternberg (CRS). Esta possui, em geral, citoplasma abundante, se apresentando binucleada com dois nucléolos grandes (um em cada núcleo) projetando-se com aparência de olhos de coruja.

Os sintomas incluem o alargamento indolor dos linfonodos, baço, ou outro tecido imune circundante. Outros sintomas podem incluir febre, perda de peso, fadiga, ou suores noturnos. Além disso, por vezes, apenas chamado de doença Hodgkin.