O câncer de ovário é a quarta maior causa de morte entre as mulheres por ser um dos tipos mais letal de câncer. Entre suas causas estão: hereditariedade (10% dos casos), fumo, consumo de bebida alcoólica e dieta rica em gorduras e utilização de medicações anticoncepcionais. Além disso, mulheres que nunca engravidaram têm mais chance de ter o câncer de ovário e quanto mais vezes uma mulher engravida, menor é o seu risco de desenvolvimento.

Diagnosticado geralmente em mulheres com mais de 40 anos, o câncer de ovário cresce discretamente e os sintomas muitas vezes são confundidos com simples dores abdominais, prisão de ventre, inchaço, náuseas, diarréia, aumento da urina, ganho ou perda de peso súbito e hemorragia vaginal anormal, o que faz com que o diagnóstico seja feito tardiamente em grande parte dos casos.

Porém, existem quatro sintomas que, persistindo por mais de três semanas, podem levar a pesquisa da presença do câncer: distensão ou inchaço abdominal, desconforto e dor pélvica ou abdominal, alterações urinárias e digestivas. Caso esses quatro sintomas se apresentem por mais de 3 semanas, o ginecologista deve ser procurado imediatamente.

Ao contrário do que se pensa, cistos no ovário não apresentam perigo desde que não sejam maiores que 10 cm e possuam áreas sólidas e líquidas. Pouco frequente, o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Cerca de 3/4 dos cânceres desse órgão se apresentam em estágio avançado no momento do diagnóstico. A maioria dos tumores de ovário são carcinomas epiteliais (câncer que se inicia nas células da superfície do órgão), o mais comum, ou tumor maligno de células germinativas (que dão origem aos espermatozoides e aos ovócitos – chamados erroneamente de óvulos).