O câncer de pênis é um tumor maligno relativamente raro que acontece quase sempre em pacientes com fimose. É um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens. Está relacionado às baixas condições socioeconômicas e de instrução, à má higiene íntima e a homens que não se submeteram à circuncisão (remoção do prepúcio, pele que reveste a glande – a “cabeça” do pênis). O estreitamento do prepúcio é um fator de predisposição ao câncer peniano.

Pacientes com hábitos higiênicos precários, baixa renda e menor nível social, sem condições de exteriorizar adequadamente a glande. As secreções retidas em torno da glande são o fator cancerígeno mais provável. Estudos científicos também sugerem a associação entre infecção pelo vírus HPV (papilomavírus humano) e o câncer de pênis.

A suspeita do diagnóstico surge em pacientes com história de úlceras penianas com cheiro forte de esmegma, resistente a vários tratamentos tópicos. A confirmação é feita pelo exame anatomopatológico da lesão. Esse tumor pode ser evitado com hábitos adequados de higiene e, em crianças portadoras de fimose, é indicado fazer a operação para melhor condições de limpeza da glande.

Essa constatação vem reforçar a hipótese de que o acúmulo de esmegma exerceria uma ação irritativa no local, o que favoreceria o desenvolvimento do tumor. No Brasil, esse tipo de câncer representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem o homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste.