A radioterapia é uma forma terapêutica
amplamente utilizada para o tratamento das neoplasias malignas da cabeça e
pescoço. Porém, altas doses de radiação em extensos campos que irão incluir a
cavidade bucal, maxila, mandíbula e glândulas salivares freqüentemente resultam
em diversas reações indesejadas. Dentre as complicações da radioterapia estão a
mucosite, candidose, disfagia, odionfogia, cárie por radiação,
osteorradionecrose, necrose do tecido mole e xerostomia,
, afetando significativamente a qualidade
de vida dos pacientes em razão da dificuldade de alimentação, fala e deglutição.
A avaliação prévia e o acompanhamento
pelo Fonoaudiólogo durante o tratamento radioterápico podem minimizar os danos
causados aos tecidos bucais, a diminuição ou mesmo ausência da produção de
saliva, prejudicando consideravelmente a deglutição e às vezes até mesmo a fala,
pois não ocorre a umidificação natural da boca, garantindo a ele uma melhor
qualidade de vida.
Além disso, após o término da terapia
oncológica deve-se continuar o tratamento fonoaudiológico, por no mínimo um ano,
já que efeitos tardios podem ocorrer. O tratamento multidisciplinar, incluindo a
equipe médica, o cirurgião-dentista, o fonoaudiólogo, o nutricionista e o
psicólogo é a melhor alternativa para minimizar ou mesmo prevenir tais
complicações.
Enfim, em todos esses casos
exemplificados anteriormente, o objetivo do acompanhamento fonoaudiológico é
garantir o restabelecimento de funções tão importantes para manutenção do
bem-estar psíquico, físico e social e melhorando a qualidade de vida dos
pacientes.
Márcia A.
Costa de Souza - Fonoaudióloga