Dia Nacional
de
Combate ao Câncer
O Dia 27 de Novembro, Dia Nacional de Combate ao Câncer, é
uma data que deve ser lembrada não para comemorarmos e, sim, para alertarmos a população quanto aos
números altíssimos para estimativa da doença para o ano de 2006, ampliando o
conhecimento da população sobre o tratamento e, principalmente, sobre a
prevenção e detecção precoce da doença. Segundo o Ministério da Saúde, serão
registrados nesse ano no país cerca de 472.050 mil novos casos de câncer,
sendo a segunda causa de morte no Brasil. Em Petrópolis, o nosso serviço,
atende em média, 60 novos casos/mês, sendo a maior incidência o câncer de
próstata no sexo masculino, e o câncer de mama no sexo feminino.
É de extrema importância à conscientização da população
quanto aos maus hábitos: como dieta pobre em fibras e rica em gorduras,
tabagismo, excesso de bebida alcoólica e sedentarismo, que contribuem para o
surgimento da doença.
A
dieta está ligada aos tumores malignos de mama e estômago. A ingestão de
álcool associada ao hábito de fumar, tem aumentado o número de casos de
câncer de cabeça e pescoço. O tabagismo é responsável por 90% dos casos de
câncer de pulmão. Sexo seguro, não só previne as DST’s como também está
ligado a prevenção do câncer de colo de útero, uma vez que o grande vilão
desse tipo de tumor é o HPV.
Nossa campanha nesse dia tem o objetivo de alertar a população para que
adotem bons hábitos de vida, chamar atenção para o diagnóstico precoce, além
de romper preconceitos e quebrar o paradigma de que o câncer é sinônimo de
morte. Para isso temos vários procedimentos de diagnóstico que podem levar a
uma descoberta do câncer no início. Dentre os quais podemos citar: exame
preventivo ginecológico, mamografia, auto-exame da mama, auto-exame dos
testículos, PSA, toque retal, colonoscopia, endoscopia digestiva, raios-X de
pulmão, tomografia em espiral, dentre outros.
O
tratamento para o câncer é muito tóxico e agressivo, já que os fármacos não
têm afinidade apenas paras as células malignas, atingindo também as células
sadias. Mas hoje surge uma esperança de um tratamento mais eficiente e menos
agressivo com o avanço da medicina genética, biologia molecular e as
imunoterapias.
Portanto, se podemos prevenir ou ao menos fazer a detecção precoce, o
tratamento será menos agressivo e doloroso e conseqüentemente o paciente
terá mais chances de cura e uma melhor qualidade de vida.
Equipe Multidisciplinar do CTO