QUIMIOTERAPIA
A quimioterapia antineoplásica
moderna teve seu início durante a II Guerra Mundial com o gás mostarda.
A partir daí não mais parou seu desenvolvimento, contando hoje
com várias drogas e combinações para o tratamento do câncer. Cada vez
mais drogas potentes são desenvolvidas e com efeitos colaterais de menor
monta e mais fáceis de serem controlados.
Existem também medicamentos que estimulam o
sistema de defesa contra o câncer, ou seja, drogas que se
direcionam mais especificamente contra a célula maligna e drogas que diminuem
o suprimento sangüíneo do tumor.
O objetivo da quimioterapia antineoplásica
é destruir as células malignas, atuando em praticamente todo o
organismo, sendo portanto considerada um tratamento sistêmico. As
drogas podem ser usadas isoladamente ou em combinações de duas ou mais,
dependendo da doença e do paciente. Podem também ser associadas à
radioterapia (para alguns tumores, pode ser usada antes
ou depois da cirurgia do câncer).
Drogas modernas contra vômitos também
fazem parte do arsenal terapêutico atual. A anemia, a baixa de imunidade
e até mesmo a queda de cabelo já vem sendo estudadas no sentido de serem
minimizadas. É bom lembrar que quando o cabelo cai (nem
todas as drogas fazem os cabelos caírem) durante a terapia, ele volta a
crescer quando termina o tratamento, muitas das vezes até mais forte e
bonito do que antes.
O importante é saber que a cada dia que passa
temos novas formas de tratamentos do câncer, novas combinações
e novas esperanças, com aumento da possibilidade de cura, diminuição
do sofrimento e melhora da qualidade de vida.
Dr. Bernardino Alves Ferreira Neto
Oncologista Clínico